1ª TRAVESSIA DE FIDIÉ: Expedição refaz trajeto das tropas portuguesas de 1823 no Piauí
Grupo de pesquisadores e entusiastas percorre 24 km a pé para reviver os desafios da Travessia de Fidié pelo Estanhado, em uma imersão que conecta o presente ao passado da luta pela independência do Brasil.
TROPA MOMENTOS ANTES DA PARTIDA. (FOTO: ACERVO)
Há exatos 202 anos, as tropas portuguesas, lideradas pelo Major Fidié, marchavam pela região do Estanhado, atual município de União, no Piauí, após a emblemática Batalha do Jenipapo, um dos episódios decisivos na luta pela independência do Brasil. Apesar da vitória no campo de batalha, os soldados foram forçados a recuar, enfrentando emboscadas, perdas humanas e os implacáveis desafios da sede, do cansaço e do terreno hostil.
Neste sábado, 15 de março, um grupo de 25 pesquisadores, historiadores, militares e entusiastas decidiu reviver essa jornada histórica. A expedição, chamada "A Travessia de Fidié Pelo Estanhado", refez o mesmo trajeto de mais de 24 quilômetros, enfrentando obstáculos semelhantes aos vividos pelas tropas no século XIX: calor intenso, fadiga extrema, terrenos alagados, matas densas, cercas e riachos.
Organizada pelo grupo Piquete Explorador do Estanhado em parceria com a AHMOCAMPI e apoiada pela Prefeitura de União, a iniciativa contou com a colaboração de diversas instituições, como o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, o Grupo de Escoteiros Dom José Gonzales Alonso e o Projeto Lagoa Alegre Memórias. Mais do que uma reconstituição histórica, a travessia foi uma experiência imersiva que permitiu aos participantes sentir na pele as dificuldades enfrentadas pelos soldados da época.
"Foi uma forma única de conectar o presente ao passado. Ao enfrentarmos os mesmos desafios físicos e geográficos, conseguimos compreender de maneira mais profunda o que aqueles homens viveram", destacou Danilo Reis, um dos organizadores.
A iniciativa não apenas resgatou a memória de um dos capítulos mais importantes da história do Piauí e do Brasil, mas também reforçou a importância de preservar e reviver o passado de forma prática. Para os participantes, a experiência foi uma lição viva de resistência, superação e valorização da história local.
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